quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tarefas das Equipes - Projeto Eleição



1- A turma participante será dividida em grupos, cujas tarefas são:
  • Selecionar os candidatos (prefeito/vice-prefeito e vereador) entre o grupo.
  • Simular um comício político na sala de aula (pode ter passeata antes); 
  • Preparar os candidatos para a simulação de um debate na sala de aula;
  • Justificar por que devem votar nos seus candidatos. 
  • Confecção de uma caixa de urna. 
  • Acompanhar as eleições em Aracaju e apresentar uma análise crítica dos discursos dos candidatos a prefeito e suas propagandas eleitorais.
2- Prefeito e Vereador:  
  • Criar o nome, número, sigla, slogan e logotipo do partido do candidato; 
  • Escolher a cor da bandeira do partido do candidato e confeccioná-la;  
  • Fazer a paródia do candidato;  
  • Elaborar as propostas de governo (principalmente nas áreas de saúde, educação e moradia) e divulgá-las através de um informativo de campanha; 
  • Organizar a propaganda eleitoral: santinhos, cartazes, panfletos, adesivos... blog, twitter, facebook, etc.
Obs:
- Esses dados devem ser entregues por escrito, digitados, para a professora responsável.
- Será organizado um dia da eleição e realizada a cerimônia de posse dos candidatos eleitos.
"Na política, a ignorância é adubo para demagogos e corruptos".

Papel da Justiça Eleitoral brasileira



Brasília, 10 de julho de 2012 -Portal da Justiça Eleitoral 
 
A Justiça Eleitoral brasileira é um ramo especializado do Poder Judiciário, com atuação em três esferas: jurisdicional, em que se destaca a competência para julgar questões eleitorais; administrativa, na qual é responsável pela organização e realização de eleições, referendos e plebiscitos; e regulamentar, em que elabora normas referentes ao processo eleitoral.
Criada pelo Código Eleitoral de 1932, é composta pelo Tribunal Superior Eleitoral, por 27 tribunais regionais eleitorais, sediados nas capitais dos Estados e no Distrito Federal; pelas juntas eleitorais e pelos juízes eleitorais.
Esses órgãos têm sua composição e competência estabelecidas na Constituição Federal e no Código Eleitoral
http://www.justicaeleitoral.jus.br/
 
Tribunal Superior EleitoralJudiciário:Setor de Administração Federal Sul – SAFS, Quadra 7, Lotes 1/2, Brasília/DF – 70070-600 e Telefone: 61 3030-7000
Protocolo Administrativo: Sala V-101/103 e Fax: 61 3316-3930
Protocolo Judiciário: Sala V-504 e Fax: 61 3316-3939

Tira-dúvidas Eleições 2012





Data da Eleição
1- Quando serão realizadas as Eleições Municipais
• 1º Turno: dia 7 de outubro das 8h às 17h.
Em todos os municípios para os cargos de vereador, prefeito e vice-prefeito.
• 2º Turno: dia 28 de outubro das 8h às 17h.

2- Que cargos estão em jogo?
vereador, prefeito e vice-prefeito

Título eleitoral
3- Eu perdi meu título eleitoral. Ainda posso tirar a segunda via?
Sim, considerando os seguintes prazos:
• 8 de agosto será o último dia para o eleitor requerer a segunda via em qualquer cartório eleitoral do país, momento em que poderá fazer a opção pelo recebimento do documento na zona eleitoral em que é inscrito ou naquela em que a requereu;
• 27 de setembro será o último dia para o eleitor requerer a segunda via dentro do seu domicílio eleitoral.
  
Obrigatoriedade do voto
4- Quem é obrigado a votar?
É obrigatório para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos, maiores de 70 anos e para aqueles que estão com idade entre 16 e 18 anos.

Documentos exigidos para votar
5- Quais os documentos exigidos para votar?

• Carteira de identidade;
• Passaporte ou outro documento oficial com foto de valor legal equivalente, inclusive carteira de categoria profissional reconhecida por lei;
• Certificado de reservista;
• Carteira de trabalho;
• Carteira nacional de habilitação.

Local de votação
6. Esqueci onde é o meu local de votação. Onde posso pesquisar?
Para saber o seu local de votação clique aqui.
Em caso de dúvida, procure o seu Cartório Eleitoral.

Preferência para votar
7- Quem são os eleitores que tem preferência para votar?
• Primeiramente os candidatos;
• Depois os juízes eleitorais, seus auxiliares e servidores da Justiça Eleitoral;
• Os promotores eleitorais;
• Os policiais militares em serviço;
• Os eleitores maiores de 60 anos;
• Os enfermos;
• Os eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida;
• As mulheres grávidas e lactantes.

Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida
8- Eu tenho uma deficiência que dificulta o exercício do voto. Posso ter ajuda de uma pessoa para votar no dia da eleição?
Sim. Apenas os eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem contar com o auxílio de pessoa de sua confiança para votar, ainda que não o tenham requerido antecipadamente ao juiz eleitoral.

9- Tenho um amigo que é deficiente visual e conhece o sistema Braille. A urna eletrônica possui teclado com essa identificação?
Sim. A urna eletrônica possui o teclado com o sistema Braille para os eleitores com deficiência visual.

A votação
10- Qual a ordem de votação na urna eletrônica?

I – Vereador;
II – Prefeito e Vice-Prefeito.

11. Eu posso levar o santinho com os números dos meus candidatos no dia da eleição?
Sim. A chamada “cola” pode ser levada pelos eleitores, pois facilita e torna mais ágil o processo de votação.

12. O que acontece se eu votar em branco?
É considerado voto em branco aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de não votar em nenhum candidato ou partido político, apertando a tecla BRANCO da urna.
O voto em branco é registrado apenas para fins de estatística, e não é computado como voto válido, ou seja, não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação.

13. Eu posso votar na legenda do partido?
Sim. O voto de legenda é dado pelo eleitor, nas eleições proporcionais, ao número do partido de sua preferência. Assim, se o eleitor digitar apenas os dois primeiros números, deixando de informar os três últimos números que definem o candidato a vereador, o voto será válido, somando-se aos votos nominais (votos dados aos candidatos) para o cálculo dos quocientes eleitoral e partidário.

14. Se houver segundo turno em meu Município, é preciso votar novamente?
Sim. O voto é obrigatório no primeiro e no segundo turno, onde houver.

Voto em trânsito
15. Eu posso votar em trânsito?
Não. Para as eleições municipais, o eleitor só poderá votar no seu domicílio eleitoral. Na impossibilidade, deverá justificar sua ausência no dia da eleição.

Justificativa eleitoral
16. Não estarei no meu domicílio eleitoral no dia da eleição. Onde eu posso justificar o meu voto?
O eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral deve justificar sua ausência no dia da eleição em qualquer local de votação ou posto de justificativa eleitoral. Para tanto deverá levar um documento oficial de identificação, o número do título eleitoral e preencher o Formulário de Requerimento de Justificativa Eleitoral.

Propaganda eleitoral
17. O que é propaganda eleitoral?
Propaganda eleitoral é realizada pelos partidos, coligações ou candidatos e tem por objetivo obter a simpatia e a intenção de votos do eleitorado.

18. Quando começa a propaganda eleitoral?
A propaganda eleitoral será permitida a partir do dia 6 de julho. A propaganda gratuita no rádio e na televisão, porém, só começa no dia 21 de agosto.

19. Eu posso entrar na seção eleitoral com a propaganda do meu candidato estampada na camisa?
No dia das eleições, é permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, exclusivamente por meio do uso de bandeiras, broches, dísticos (letreiros ou símbolos) e adesivos.

20. É permitida propaganda no dia da eleição?
Não. Constituem crimes, no dia da eleição, a prática das seguintes condutas:
• A propaganda denominada “boca de urna”;
• A arregimentação de eleitor;
• O uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata;
• A divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos.

21. Soube de uma irregularidade que um candidato está cometendo durante a campanha eleitoral. Quem eu devo procurar?
Qualquer pessoa que tiver conhecimento da existência de infração penal eleitoral que caiba ação pública deverá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la ao juiz eleitoral local.

http://www.tse.gov.br/hotSites/central-eleitor/tiraDuvidas.html




segunda-feira, 16 de julho de 2012

Feudalismo


“Alguns rezam, outros combatem e outros trabalham”

I-Introdução

A Idade Média, na Europa, caracterizou-se pelo aparecimento, apogeu e decadência de um sistema econômico, político, e social denominado feudalismo. Este sistema foi fruto de uma lenta integração, entre alguns traços da estrutura social romana e outros da estrutura social germânica, ocorrida entre os séculos V e IX.

Suas características gerais são: poder descentralizado (nas mãos dos senhores feudais), economia baseada na agricultura e utilização do trabalho dos servos.

II-Poder Político

Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania: suserano -é o senhor que concede feudos a seus protegidos; vassalo -é a pessoa que recebe o feudo e dedica ao senhor, fidelidade.

A cerimônia que estabelecia esse relacionamento tinha dois atos principais: a homenagem (juramento de fidelidade do vassalo perante o suserano) e a investidura (ato de entrega do feudo, ao vassalo, pelo suserano).

O poder político era local, isto é, descentralizado em relação ao rei, onde todos os poderes, jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).

Obs: O rei concedia terras a grandes senhores. Estes, por sua vez, davam terras a outros senhores menos poderosos, chamados cavaleiros, que, em troca lutavam a seu favor. Quem concedia a terra era um suserano, e quem a recebia era um vassalo. As relações entre o suserano e o vassalo eram de obrigações mútuas, estabelecidas através de um juramento de fidelidade. Quando um vassalo era investido na posse do feudo pelo suserano, jurava prestar-lhe auxílio militar. O suserano, por sua vez, se obrigava a dar proteção jurídica e militar ao vassalo. O feudo (terra) era o domínio de um senhor feudal. Não se sabe o tamanho médio desses feudos.

Não existe a noção de Estado ou mesmo de nação. Portant, consideramos o poder como localizado, ou seja, existente em cada feudo. Apesar da autonomia na administração da justiça em cada feudo, existiam dois elementos limitadores do poder senhorial. O primeiro é a própria ordem vassálica, onde o vassalo deve fidelidade a seu suserano; o segundo é a influência da Igreja Católica, única instituição centralizada, que ditava as normas de comportamento social na época, fazendo com que as leis obedecessem aos costumes e à " vontade de Deus". Dessa forma a vida quase não possuía variação de um feudo para outro.

É importante visualizar a figura do rei durante o feudalismo, como suserano-mor, no entanto sem poder efetivo devido a própria relação de suserania e a tendência á auto-suficiência econômica.

O termo feudo originariamente significava "benefício", algo concedido a outro, e que normalmente era terra, daí sua utilização como sinônimo da "propriedade senhorial".


III-Estamentos Feudais

A mobilidade social praticamente inexistia. As pessoas permaneciam a vida toda na mesma posição social, ou estamento. O senhor feudal exercia poder absoluto em seus domínios: aplicava as leis, concedia privilégios, administrava a justiça, declarava a guerra, fazia a paz. O servo tinha a posse útil da terra, devia obrigações e tinha o direito de ser protegido pelo senhor. Mas, além de servos e senhores, existiam outras condições sócias. As principais eram: vilões -homens livres, moradores da vila, que não estavam presos a terra; escravos -em geral empregados em serviços domésticos e em número reduzido;  ministeriais -ocupavam-se em geral da administração feudal e podiam ascender na escala social (cavaleiros) e o clero -exercia forte controle sobre a sociedade, pois além de ser responsável pela proteção espiritual da sociedade, era a única camada que tinha estudo. Não pagava impostos e arrecadava o dízimo.

Obs: A cavalaria era uma das principais instituições militares da nobreza. Os cavaleiros eram educados para obedecer ao suserano, honrar os parceiros da cavalaria e ser corteses com as damas. O aspecto físico era especialmente cultivado, enquanto o lado intelectual era deixado de lado.


V-Regime de Trabalho
O regime de trabalho se baseava nas obrigações devidas pelo servo ao senhor. As principais eram:
corvéia – prestação de trabalho gratuito durante vários dias da semana no manso senhorial; capitação – imposto pago por cabeça somente para o servo; o censo(ou foro) –espécie de renda paga somente pelos vilões ou homens livres; talha –entrega ao senhor da parte da produção obtida no manso servil; banalidades –pagamento ao senhor pelo uso das instalações do domínio (celeiro, moinho, forno, lagar, tonéis e moradia); taxa de justiça –cobrada pelo senhor quando o servo cometia uma infração e requeria julgamento em um tribunal presidido pelo senhor ou seu representante; taxa de casamento –cobrada quando o servo se casava com uma mulher de outro domínio; mão-morta –taxa paga pelos familiares do servo para continuar explorando a terra após a sua morte e prestações -espécie de hospitalidade forçada que os servos e vilões deviam oferecer aos grandes barões locais por ocasião de suas viagens, fornecendo alojamento e alimentação para toda a comitiva.
Obs: O servo também pagava o Tostão de Pedro, taxa que a igreja cobrava em épocas especiais.

VI-Economia Feudal
A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. Cada feudo era auto-suficiente, produzindo quase tudo de que precisava. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura.
As terras estavam divididas da seguinte forma: Campos Abertos – terras de uso comum, nas quais os servos recolhiam madeira e soltavam animais; Reserva Senhorial – terras pertencentes ao senhor feudal, de uso exclusivo. Manso Servil ou Tenência – terras utilizadas pelos servos para seu próprio sustento e para cumprir as obrigações feudais.
Obs: o comércio sempre existiu, apesar de irregular e de intensidade muito variável. Algumas mercadorias eram necessárias em todos os feudos mas encontradas apenas em algumas regiões, como o sal ou mesmo o ferro. Além desse comércio de produtos considerados fundamentais, havia o comércio com o oriente, de especiarias ou mesmo de tecidos, consumidos por uma parcela da nobreza (senhores feudais) e pelo alto clero. Apesar de bastante restrito, esse comércio já era realizado pelos venezianos.
Mesmo o servo participava de um pequeno comércio, ao levar produtos excedentes agrícolas para a feira da cidade, onde obtinha artesanato urbano, promovendo uma tímida integração entre campo e cidade. " A pequena produtividade fazia com que qualquer acidente natural (chuvas em excesso ou em falta, pragas) ou humano ( guerras, trabalho inadequado ou insuficiente) provocasse períodos de escassez" (1) Nesse sentido havia uma tendência a auto suficiência, uma preocupação por parte dos senhores feudais em possuir uma estrutura que pudesse prove-lo nessas situações.


VII-As Instituições Religiosas
A Igreja (servidora de Deus) procurava legitimar o modo de agir da aristocracia, afirmando que Deus tinha distribuído tarefas específicas a cada homem e que, portanto, uns deviam rezar pela salvação de todos (o clero), outros deviam lutar para proteger o povo de Deus (a nobreza) e os outros deviam alimentar com seu trabalho, aqueles que oravam e guerreavam (os camponeses).
OBS: A Igreja tinha grande poder ideológico e coercitivo sobre as pessoas da época e grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando.


VIII-As Guerras
A guerra no tempo do feudalismo era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval. O residência dos nobres eram castelos fortificados, projetados para serem residências e, ao mesmo tempo, sistema de proteção.

IX- Educação, artes e cultura

Aeducação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Marcada pela influência da Igreja, ensinava-se o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.

A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.

Podemos dizer que, em geral, a cultura e a arte medieval foram fortemente influenciadas pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.


X-O fim do feudalismo
O feudalismo não terminou de uma hora para outra, ou seja, de forma repentina. Ele foi aos poucos se enfraquecendo e sendo substituído pelo sistema capitalista. Podemos dizer o feudalismo começou a entrar em crise, em algumas regiões da Europa, já no século XII, com várias mudanças sociais, políticas e econômicas. O renascimento comercial, por exemplo, teve um grande papel na transição do feudalismo para o capitalismo.


XI-Curiosidade
Os nobres gastavam seus rendimentos em jóias e banquetes e ocupavam seu tempo em treinamentos no uso de armas (espada, lança e escudo), em torneios, duelos e caçadas, utilizando cães e cavalos amestrados, símbolo de pompa e riqueza. A necessidade de melhores equipamentos, armaduras e cotas de malhas contribuíram para o progresso da metalurgia.


BIBLIOGRAFIA

ARRUDA, José Jobson de A. & PILLETI, Nelson. Toda a História. São Paulo: Ática, 2000.

COTRIM, Gilberto. História para o Ensino Médio Brasil e Geral. São Paulo: Saraiva, 2002.

DIVALTE. História: Novo Ensino Médio. São Paulo: Ática, 2000.










quarta-feira, 11 de julho de 2012

Feudalismo


  1. O que foi o feudalismo?
  2. Quais as características gerais do feudalismo?
  3. Qual o papel do rei na estrutura feudal? 
  4. Qual era a estrutura política do Feudalismo?
  5. Caracterize sua economia.
  6. Como estava dividida a sociedade.
  7. Qual a situação dos servos?
  8. Comente sobre quatro impostos pagos pelos servos.
  9. Qual a importância da Igreja na sociedade feudal?
  10. O que era a Homenagem?
  11. Caracterize a investidura.
  12. Como eram as guerras neste tempo?
  13. Como terminou o feudalismo?



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sergipe comemora 192 anos de Emancipação Política


08/07/2012 - 19:24
 
A cidade histórica de São Cristóvão parou neste domingo, dia 8, para receber todas as homenagens pela comemoração da Emancipação Política de Sergipe que este ano comemora 192 anos.

Para o ato solene, houve apresentações de grupos folclóricos e da população local que participou de toda a programação. Após passar em revista às tropas, o governador Marcelo Déda, o coordenador Nacional do PAC Cidades Históricas, a Secretária de Cultura, Eloísa Galdino e demais autoridades participaram de uma missa na Igreja Santa Cruz, em Ação de Graça pelos 192 anos de Emancipação Política de Sergipe.

Como destaque, houve a inauguração da restauração do Lar Imaculada Conceição. Monumento tombado em nível Federal, o Lar possui arquitetura religiosa da primeira metade do século XVII e sediou a Santa Casa de Misericórdia e o hospital de caridade Santa Izabel. Além da restauração do prédio da antiga Delegacia, onde funcionará o Museu da Polícia Militar de Sergipe.

O governador Marcelo Déda ressaltou a importância da celebração da autonomia política do Estado. “É uma data que deve ser celebrada, sempre buscada no fundo do coração dos sergipanos, porque ela nos lembra um marco no Brasil, que nós temos a nossa própria autonomia. Um dos elementos mais importantes para valorizar a nossa historia é preservar a nossa memória. E aqui nessa praça que é hoje Patrimônio da Humanidade, vamos entregar completamente restaurado o prédio da policia militar. Esse será o terceiro museu que o nosso governo constrói, pois acreditamos na memória como elemento indispensável na formação do nosso povo e na afirmação da grandeza de Sergipe”.

Presentes em toda a solenidade, os moradores de São Cristóvão demonstraram satisfação com a comemoração. “É super bom termos esses monumentso preservados e à disposição de todos. Os monumentos abertos serve não só para os sergipanos, como também para os turistas que visitam a nossa cidade e querem conhecer um pouco mais da nossa cultura. A minha cidade é linda e me orgulho de ser daqui”, afirma Ana Inês.

Para a secretária de Cultura, Eloisa Galdino, as restaurações são um marco para o Estado. “São obras importantes e que vão beneficiar não só os sergipanos, como os turistas que visitam o nosso estado”, conta.

Inaugurações

As inaugurações dos monumentos históricos em São Cristovão são frutos do Programa Monumenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).

O coordenador Nacional do PAC Cidades Históricas, Robson Antônio de Almeida, destacou a importância das restaurações. “É uma importância de grande valia, nós somos parceiros dessas inaugurações e estamos fazendo em conjunto com o Governo do Estado de Sergipe. Isso coroa um trabalho de oito anos do Programa Monumenta e nós estamos aqui no dia da comemoração da emancipação política de Sergipe pra comemorar também a finalização do programa de sucesso que trouxe não só a restauração de monumentos como também a melhoria da qualidade e vida das pessoas que mora nas cidades históricas”, afirma o coordenador.



Por Aisla Vasconcelos




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EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE SERGIPE - 192 ANOS

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE SERGIPE - 192 ANOS
O feriado do “8 de julho” é encarado, por boa parte dos sergipanos que desconhecem o motivo para o qual foi instituído, como muitos outros: motivo para lazer e descanso das famílias.
SERGIPEAs origens do Estado de Sergipe datam de 1534, quando a divisão do Brasil em capitanias hereditárias integrou o território sergipano à Capitania da Baía de Todos os Santos (na ocasião, doada a Francisco Pereira Coutinho). Desta época, até conseguir sua autonomia, a região passou por invasões de piratas, expulsão de índios, domínio de holandeses, retomada do governo português, até chegar à província independente.
A ausência de portugueses nas terras sergipanas incentivou a invasão de piratas franceses que contrabandeavam pau-brasil. A necessidade de colonização era urgente. Além de bloquear a ação de intrusos, a conquista das terras facilitaria a comunicação com a importante região de Pernambuco. A primeira tentativa de colonização aconteceu em 1575, com os jesuítas, que encontraram forte resistência dos índios. A conquista definitiva aconteceu em 1590, após violentos combates pela posse da terra, resultando no domínio dos índios por parte das tropas portuguesas comandadas por Cristóvão de Barros.
Por ordem da Coroa portuguesa Cristóvão de Barros fundou o Arraial de São Cristóvão, sede da capitania, à qual deu o nome de Sergipe Del Rey. Com o crescente povoamento de Sergipe, inicia-se a criação de gado e o plantio de cana-de-açúcar. O gado serviu de base para a economia, mas foi superado pela cana-de-açúcar, cultivada principalmente no Vale do Cotinguiba. O cultivo da cana trouxe os primeiros escravos da África para trabalhar na lavoura.
A presença dos holandeses no Brasil, em 1637, deixou marcas em Sergipe. Ao contrário da invasão a Pernambuco, que resultou em conseqüências positivas, em Sergipe foi só destruição. Em São Cristóvão, ocupam e incendeiam a cidade, destruindo lavouras, roubando gado, desestruturando toda a vida social e econômica da área. Somente em 1645 as terras são retomadas pelos portugueses e é reiniciado o processo de povoamento e recuperação da economia.
Em 1696 foi criada a comarca de Sergipe (separada da Capitania da Bahia), conquistando sua autonomia jurídica. Entretanto, continuou dependente política e economicamente da Bahia.
Em seguida, surgem às vilas de Itabaiana, Lagarto, Santa Luzia, Vila Nova do São Francisco e Santo Amaro das Brotas. A autonomia durou pouco e, em 1763, Sergipe foi novamente anexado à Capitania da Bahia. Mas, a consciência da capacidade econômica de Sergipe, que era responsável por um terço da produção açucareira baiana, e as constantes intervenções na vida sergipana provocaram vários protestos contra a dependência. Foi então que, em 8 de julho de 1820, Sergipe volta a ser autônomo, elevado por Dom João VI à categoria de Província do Império do Brasil.
Quando chegou a notícia que Sergipe seria independente, o Estado se dividiu em dois. Havia aqueles que eram favoráveis e aqueles que eram contra. Não foi fácil esse processo, foi muito turbulento, pois muitos interesses foram contrariados: empresários da indústria açucareira em Sergipe, vinculados à Bahia, dependentes financeiramente do mercado em Salvador, apoiavam o movimento pela reanexação. Esse movimento contribuiu para a decisão da Bahia em mandar tropas para depor e prender o primeiro governador de Sergipe, eleito em fevereiro de 1821, Carlos César Bulamarque, antes mesmo que completasse um mês de seu governo.
Em dezembro de 1822, D. Pedro I reconhece a decisão de D. João VI pela autonomia de Sergipe e seu primeiro governo - Manuel Fernandes da Silveira - tomou posse regularmente em 1824.
A emancipação atualmente é comemorada pelos sergipanos em duas datas: 8 de julho, data da Carta Régia e 24 de outubro, data da chegada da notícia.
“Que o dia 08 de julho seja lembrado com orgulho pelos sergipanos, afinal é uma data consagrada pela história de luta, progresso e dignidade de nossa gente. E que nosso hino não seja esquecido! Alegrai-vos, sergipanos, eis que surge a mais bela aurora...”.   Wanderlei Menezes - historiador itabaianense.

HINO DE SERGIPE   Letra: Prof. Manoel Joaquim de Oliveira Campos - Música: Frei José de Santa Cecília
Alegrai-vos, sergipanos,
Eis que surge a mais bela aurora
Do áureo jucundo dia
Que a Sergipe honra e decora.
O dia brilhante
Que vimos raiar,
Com cânticos doces
Vamos festejar.

A bem de seus filhos todos,
Quis o Brasil se lembrar
De o seu imenso terreno
Em províncias separar.

O dia brilhante
Que vimos raiar,
Com cânticos doces
Vamos festejar.

Isto se fez, mas, contudo
Tão cômodo não ficou,
Como por más conseqüências
Depois se verificou.

O dia brilhante
Que vimos raiar,
Com cânticos doces
Vamos festejar.

Cansado da dependência
Com a província maior,
Sergipe ardente procura
Um bem mais consolador.

O dia brilhante
Que vimos raiar,
Com cânticos doces
Vamos festejar.

Alça a voz que o trono sobe,
Que ao Soberano excitou;
E curvo o trono a seus votos,
Independente ficou.

O dia brilhante
Que vimos raiar,
Com cânticos doces
Vamos festejar.

Eis, patrícios sergipanos,
Nossa dita singular,
Com doces e alegres cantos
Nós devemos festejar.

O dia brilhante
Que vimos raiar,
Com cânticos doces
Vamos festejar.

Mandemos porém ao longe
Essa espécie de rancor
Que ainda hoje alguém conserva
Aos da província maior.

O dia brilhante
Que vimos raiar,
Com cânticos doces
Vamos festejar.

A união mais constante
Nos deverá consagrar,
Sustentando a liberdade
De que queremos gozar.
 
O dia brilhante
Que vimos raiar,
Com cânticos doces
Vamos festejar.

Se vier danosa intriga
Nossos lares habitar,
Desfeitos aos nossos gostos
Tudo em flor há de murchar.

O dia brilhante
Que vimos raiar,
Com cânticos doces
Vamos festejar.

Destaques:
·   A Emancipação política de Sergipe resultou de uma luta madura, empreendida pela elite produtora local - criadores de gado e senhores de engenho – até então responsáveis pelo abastecimento das grandes Capitanias da Bahia e de Pernambuco.
·   Foi a partir de 1836, ou em torno desta data, que apareceu o civismo sergipano em torno da Emancipação. O poeta e professor Oliveira Campos fez a letra do Hino de Sergipe, musicado pelo frade José de Santa Cecília.
·   Em 1855 o presidente Inácio Joaquim Barbosa lidera a ruptura econômica da Província, abandonando São Cristóvão para construir uma nova capital, Aracaju, para melhor escoar a produção açucareira da região da Cotinguiba.
·   O dia 24 de outubro, considerado como a data definitiva da Emancipação, tem sido convertido no símbolo da liberdade, da independência, da autonomia econômica, da construção da sociedade sergipana.
·   De acordo com o jornalista e escritor Luiz Antônio Barreto, é importante lembrar o contexto histórico desta data e principalmente manter a história viva através da educação nas escolas, o que assegura a transmissão do conhecimento para as novas gerações, “A responsabilidade de manter o conhecimento histórico de Sergipe é de todos sem exceção, mas neste sentido a escola tem um papel fundamental e determinante para estimular o conhecimento pelos acontecimentos históricos e cívicos, garantindo assim que a cultura sergipana seja mantida e repassada de geração em geração”, afirma.
·   Emancipar é se libertar e Sergipe soube fazer isso, lutou e teve a seu favor o processo de independência do Brasil, quando Dom Pedro I ainda príncipe validou a Carta Régia de 8 de julho, elevando novamente São Cristóvão à categoria de cidade, sendo assim a capital da província”, completa.
·   O nome Sergipe origina-se do tupi si´ri ü pe, que significa “rio dos siris”. Mais tarde foi adotado Cirizipe ou Cerigipe, que significa "ferrão de siri”, nome de um dos cinco caciques que se opuseram ao domínio português.
·   Sergipe está localizado na região Nordeste. Tem como limites: Alagoas (NO), oceano Atlântico (O) e Bahia (S e O). Ocupa uma área de 22.050,4km2 e seu clima é tropical. Aracaju é a sua capital.
·   Suas cidades mais populosas são: Aracaju, Lagarto, Itabaiana e Estância. Seus principais rios são: São Francisco, Vaza-Barris, Sergipe, Japaratuba, Piauí e Real.

“Decreto – de 8 de Julho de 1820.
Isenta a Capitania de Sergip da sujeição ao Governo da Bahia, declarando-a independente totalmente.
Convido muito ao bom regimen deste Reino do Brasil, e a prosperidade a que me proponho elevá-lo, que a Capitania de Sergipe de El Rei tenha um Governo independente do da Capitania da Bahia.
Hei por bem isentala absolutamente da sugeição em que até agora tem estado do Governo da Bahia, declarando-a independente totalmente para que o Governador della a governe na forma praticada nas mais Capitanias independentes, communicando-se directamente com as Secretarias de Estado competentes, e podendo conceder sesmarias na forma das Minhas Reaes Ordens.
Thomas Antonio de Villanova Portugal, Ministro e Secretario de Estado dos Negócios do Reino, o tenha assim entendido, e faça executar com as participações convenientes às diversas estações.
Palácio do Rio de Janeiro e 8 de julho de 1820.
(Com a rubrica de S.M.)”

http://www.infonet.com.br/luisantoniobarreto/ler.asp?id=37685&titulo=Luis_Antonio_Barreto
http://www.fmitabaiana.com.br/noticias.php?id=3697http://www.sergipe.se.gov.br